sábado, 27 de novembro de 2010

Revisando o Eixo VIII

Estive analisando minhas postagens do período de estágio. Dos meus registros destaco a mudança observada nos alunos devido as habilidades que desenvolveram ao longo do período e os conflitos observados.
Para desenvolver Projeto de Aprendizagem precisei romper várias barreiras o que prejudicou o andamento dos trabalhos, porém os resultados mostram que valeu a pena. Mostrou também a importância do PA que confirma que só os alunos podem definir o que realmente querem aprender. O professor mesmo com um bom diagnóstico não dá conta desta demanda.
O resultado do trabalho foi medido através da satisfação dos alunos assim como as frustrações diante de uma direção autoritária que interfere nas atividades pedagógicas desconsiderando o trabalho dos alunos.
Os vários conflitos observados no período de estágio, em alguns casos comprometeu o andamento das atividades devido ao fato dos alunos sentirem-se desrespeitados e sem espaço para defender-se. Muitos alunos de todas as totalidades abandonaram a escola.
Os conflitos foram apresentados como questão de investigação para o TCC.
No início do IX semestre precisei definir o foco para a questão a ser investigada em meu TCC que ficou assim definido: A avaliação e a permanência dos alunos na EJA: um desafio para os educadores.
Assim o meu TCC tomou forma onde mostra a problemática da aprendizagem, da avaliação e a permanência do aluno de EJA, devido a falta de comprometimento da sociedade como um todo por esses brasileiros que estão sendo excluídos mais uma vez.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

TEORIA E PRÁTICA

Como já mencionei nas reflexões anteriores desde o primeiro semestre o curso ofereceu condições importantes para uma tomada de decisão no sentido de qualificar nossa prática pedagógica, porém quero destacar o VII semestre como decisivo na proposta pedagógica e na escolha da modalidade de ensino em que fiz meu estágio.
As reflexões proporcionadas pela disciplina Didática e Planejamento reforçou a concepção que tinha com relação ao planejamento e mudou minha visão de avaliação. Estes são imprescindíveis para decidir que tipo de sociedade e de homem queremos formar e que tipo de ação educacional é necessária para isso. Devemos pensar o planejamento de ensino considerando: o contexto em que meu aluno está inserido; suas necessidades e interesses; quais são meus objetivos; que caminhos vou percorrer associados aos conteúdos para alcançar meus objetivos e como meus alunos estão reagindo a minha proposta de trabalho.
A prática pedagógica deve ser avaliada constantemente, analisando os resultados das ações realizadas, mantendo o que está dando certo e repensando, revendo as ações cujos resultados não estão de acordo com o esperado, buscando novas estratégias para alcançar os objetivos estabelecidos.
As leituras, discussões e pesquisas realizadas na Interdisciplina EJA aguçaram minha curiosidade que culminou com .a realização de estágio o que desencadeou o meu tema de investigação do TCC.
A Educação para jovens e adultos, hoje chamada EJA é uma categoria organizacional constante da estrutura da educação nacional, com finalidades e funções específicas. Ela representa uma dívida social não reparada para com os que não tiveram acesso e nem domínio da escrita e leitura como bens sociais, na escola ou fora dela, e tenham sido a força de trabalho empregada na constituição de riquezas e na elevação de obras públicas. Ser privado deste acesso é, de fato, a perda de um instrumento imprescindível para uma presença significativa na convivência social contemporânea.
Apesar da oferta desta modalidade de ensino ser oferecida à todos que a ela buscarem, a permanência destes alunos na escola vai depender da proposta pedagógica da escola que deve levar em consideração a exigências da escola EJA que é adequar os conteúdos às necessidades e realidades dos educandos e da qualificação dos docentes no sentido de promoverem ensino significativo para o aluno.
O primeiro desafio ao chegar na escola é enfrentar uma situação desconhecida, povoada pelas lembranças vividas na escola e pela expectativa do novo. As experiências escolares anteriores, em sua grande maioria, são desestimulantes e cheias de histórias de fracasso. Não é pequeno o número daqueles que se consideram de "cabeça dura" e que "não dão pro estudo", a partir da incorporação do fracasso. Justificam o abandono à escola a necessidade de trabalhar, distância da escola, ausência de escola no local ou ausência de professores. Afirmam também que a desconsideração dos pais pela educação contribuiu para o abandono da escola.
O professor precisa estar seguro e motivado para ajudar a vencer as dificuldades e medos de seus alunos no retorno à escola. Para isso a concepção freireana de homem e de mundo, remete, em sua essência, a uma postura pedagógica que concebe o homem como ser de vocação ontológica para ser sujeito, como um ser de relações atuando na realidade, já se antecipa que, para Paulo Freire, o processo de aprendizagem é dinâmico e ativo.
Ajudar meu aluno a vencer seus medos e mantê-lo motivado foi a meta almejada e avalio como alcançada através de trabalho com PA no meu período de estágio.
O trabalho com Projetos de Aprendizagem configura uma situação aberta, desestabilizadora, cujos caminhos e resultados não são pré-determinados e nem conhecidos de antemão pelos docentes. Nesta prática, os alunos, reunidos em pequenos grupos formados por interesses comuns em torno de um fenômeno que querem entender, levantam questões de investigação; buscam, organizam e comparam informações; elaboram e publicam seus achados, socializando tanto o processo desenvolvido, quanto os resultados alcançados, na medida em que o trabalho se desenvolve.
Além disso o Projeto de Aprendizagem resgata a auto-estima dos alunos que se descobrem capazes e isso abre caminho para novas conquistas.
As aprendizagens construídas neste semestre estão se refletindo em minha prática pedagógica.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Senso Crítico

No VI semestre todas as interdisciplinas foram de extrema importância para qualificar a nossa prática com ênfase no desenvolvimento do senso crítico. As leituras indicadas na Interdisciplina de Filosofia da Educação com textos de Adorno e Kant. Onde Adorno coloca a autonomia como a única força capaz de nos livrar da barbárie. E Kant nos chama a atenção quando fala que não é suficiente treinar as crianças; urge que aprendam a pensar. Cabe a nós educadores a tarefa de desenvolver a autonomia de nossos alunos.
As leituras me levaram a refletir sobre minha prática e me conscientizou da complexidade do fazer docente. A sociedade contemporânea, marcada pela complexidade, pelas relações sociais em rede e pela tecnologia da informação e da comunicação cada vez mais avançadas, nos faz refletir e ter a certeza que a função da escola mudou e nós educadores precisamos estar em constante formação.

As aulas de Psicologia foram bastante esclarecedoras.
Piaget a partir do estudo da construção do conhecimento estudou a gênese das estruturas cognitivas, explicando que a aprendizagem se constrói a partir da interação entre o sujeito e o meio através da assimilação e acomodação de ações. Explica também que para que haja estágios é necessário que a ordem de sucessão das aquisições seja constante, ou seja uma característica não aparecerá antes de outra.
A leitura do material recomendado sobre o método clínico piagetiano e as atividades realizadas com alunos me ajudou a entender o estádio de desenvolvimento de meus alunos e assim fazer as intervenções respeitando o tempo de cada um para ajudá-los em suas dificuldades de aprendizagem.
O semestre foi de muitas aprendizagens, porém a que deixou marcas mais profundas foi a interdisciplina Pessoas com Necessidades especiais, pois em muitas situações me deparei com situação envolvendo aluno, ficava angustiada sem saber o que fazer e essa disciplina deu norte a minha prática e me ensinou a buscar respostas para minhas dúvidas. As dificuldades continuam porque na rede estadual não temos recursos e nem apoio, mas hoje tenho consciência de meus deveres e dos direitos destes alunos.

domingo, 24 de outubro de 2010

GESTÃO ESCOLAR

O V semestre foi o semestre que trabalhou interdisciplinas voltadas para a organização, recursos e funcionamento das escolas. Como exercia na época a função de gestor de escola pude relacionar e avaliara as teorias estudas com minha prática o que me permitiu refletir e unir teoria e prática, prática e teoria, ambas caminhando juntas, enriquecendo o meu fazer diário, a experiência.
As aprendizagens estudadas em todas as disciplinas estavam relacionadas mas entre as postagens gostaria de destacar a de Título Gestor de Escola.
A nova lei de 1996, afirma o espaço escolar como social e cultural como também democrático efetivamente, onde o gestor de escola precisa buscar o equilíbrio entre as funções. Este precisa ter noções de sistema de ensino a fim de estabelecer as ligações necessárias com professores, comunidade assim como exigências próprias da rede de ensino. Deve ter a capacidade de relacionamento com públicos estratégicos, articulando diferentes partes da escola como também distribuir funções.
Frente a tantos desafios, o gestor necessita formar uma equipe a seu favor e a favor da aprendizagem dos alunos, principais atores destas ações. Neste contexto de mudança da escola como uma totalidade, observamos duas funções distintas das instituições: o conhecimento reflexivo e as relações humanas. A informação, na contemporaneidade, está acessível a todos através dos mais diversos tipos de fontes e cabe ao espaço escolar buscar a reflexão destes saberes bem como inseri-los em um contexto prático.
A equipe diretiva precisa estar afinada aos ideais de uma escola reflexiva, pois tem a função de gerir de forma participativa, cooperativa e educativa. Educativa é a equipe que adapta o conhecimento teórico para a prática de forma contextualizada, tendo a realidade enquanto problematizadora, vendo a si e os atores da gestão em diálogo e aprendizado contínuo. Age dentro de uma liderança compartilhada, percebendo a cultura organizacional enquanto elemento educativo e é gerido por todos, representado por um.

sábado, 16 de outubro de 2010

DESTAQUE DE APRENDIZAGENS

É muito bom refletir sobre o que aprendemos em um semestre, mas diante de tantas aprendizagens é difícil destacar as mais significativas pois todas as disciplinas trouxeram para discussão questões de grande relevância para que nós professores nos tornássemos mais críticas e conscientes. As políticas sociais do Estado propõe criar estratégias para racionalizar recursos e esvaziar o poder das instituições democráticas
Na política educacional, avançamos na luta por uma educação para todos, porém retrocedemos na medida em que o Estado passa de executor a apenas avaliador e indutor da qualidade através da avaliação externa. A gestão de democrática da lugar a gestão empresarial, tomando como parâmetro de qualidade o mercado.
A leitura do texto, de Émile Durkheim, me fez refletir e perceber que o homem, sociedade e a educação, caminham juntas, ou seja estão interligadas.
A sociedade passa por transformações e cada etapa de seu desenvolvimento impõe um modelo de educação, ou seja, a escola está a serviço da sociedade.
A educação está condicionada a existência de uma geração de adultos e uma de crianças e jovens, sendo que a ação deve ser exercida pelos adultos e esta educação varia de acordo com as classes sociais e com as regiões, a cidade e o campo, o rico e o pobre. A criança deve ser ensinada de acordo com a função que vai ocupar, ou seja, filho de agricultor deverá seguir a profissão dos pais, a escola determina o futuro de seu aluno.
Na teoria de Weberiana de educação, as formas de dominação são a Dominação legal, onde o quadro administrativo consiste de funcionários nomeados por um senhor e os subordinados são os membros da associação. Quem ordena obedece uma regra, uma lei determinada para aquela atividade profissional.
Esse tipo de dominação está presente em todas as escolas, onde atendemos ideologias impostas pelo estado e pela legislação que temos que respeitar.
Para vencer todas as formas de dominação a que as escolas estão submetidas acredito que a postagem Avaliação individual de Um Projeto de Aprendizagem e Prática Docente, tenham sido as mais significativas. A primeira por ser uma proposta inovadora que permite ao aluno a oportunidade de fazer escolhas e conduzir a construção de seu conhecimento de forma autônoma. Possibilita a vivência de experiências compartilhadas nas discussões e pesquisas em busca das respostas as "dúvidas temporárias" e "certezas provisórias", em uma rede de colaboração. É uma proposta que viabiliza o desenvolvimento do trabalho de acordo com o interesse do aluno para que construa sua aprendizagem a partir de seu interesse permitindo a desenvolver habilidades para a sua formação cidadã.
A postagem prática docente deve ser destacada em função da importância da consciência da missão do professor que requer vocação e muito amor e também responsabilidade.
Ser professor é saber ensinar, é criar condições que possibilite a sua própria construção, já que o professor aprende enquanto ensina, seja na pesquisa, na observação das reações do aluno para diagnosticar o que ele precisa ou quer aprender. O professor precisa estar aberto às indagações, a curiosidade, as perguntas e também precisa saber ouvir o que seu aluno tem a dizer. Precisa também estar atento as inquietações do aluno, procurando compreender e intervir, visando ajudá-los.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

REFLETINDO SOBRE AS APRENDIZAGENS DO IV SEMESTRE

Este semestre abordou muitas questões novas pra mim como a Informática na sala de aula e que contribuiu para mudança de minha prática pedagógica, mas gostaria de destacar duas postagens de meu portfólio que foram Solidariedade na Aprendizagem onde (PIAGET 1998, p 68) em seus estudos ele argumenta que, sem usufruir os benefícios do convívio social, o aluno não consegue desvendar ou compreender a ciência, ficando restrito a "uma acumulação de conhecimentos que o indivíduo sozinho seria incapaz de reunir".". Para que isto ocorra, no entanto, o sujeito precisa ter desenvolvido certas estruturas que permitem elaborar o que ele denomina de "solidariedade interna". Neste estágio, o aluno tem capacidade de criar suas próprias regras em conjunto com seu grupo, e exercer a cooperação intelectual. As condições indispensáveis para que isto ocorra são as mesmas que caracterizam um ambiente de aprendizagem colaborativa: ausência de hierarquia formal, um objetivo comum entre todos, respeito mútuo às diferenças individuais e liberdade para exposição de idéias e questionamentos. As afirmações de Piaget se confirmam em nossa prática pedagógica onde se percebe claramente que a dificuldade de relacionamento de alunos com colegas, alunos que apresentam dificuldade para trabalhar em grupo, de compartilhar material se reflete na aprendizagem do aluno. As relações afetivas com professores também são fatores importantes para o desenvolvimento intelectual e social do aluno.
A proposta de trabalhar com Projeto de Aprendizagem confirma os estudos de Piaget. O texto “Perguntas Inteligentes o que é isso” na Interdisciplina do Seminário Integrador, foi um texto que proporcionou uma reflexão profunda sobre o que perguntamos a nossos alunos e se as respostas que cobramos deles são as que eles têm curiosidade ou interesse em responder.
A partir do estudo realizado sobre o assunto tenho tentado trabalhar com PA mas existe uma resistência muito grande também dos alunos com relação ao novo. Eles acreditam que o professor é o detentor e transmissor do saber. Existe também uma resistência muito grande por parte dos gestores que estão presos aos conteúdos e fechados as inovações. Ainda acreditam que o aluno aprende é com o quadro-verde e giz e que a tecnologia é desnecessária.
Pela experiência de meu estágio e as leituras realizadas até o momento confirmam que o aluno aprende o que lhe interessa. Sendo assim o PA é uma proposta ideal, mas que exige uma mudança verdadeira de postura dos educadores e isso implicaria em buscar conhecimento de como nós aprendemos para propiciar ambientes abertos a nossas crianças, onde pudessem alimentar seus interesses e curiosidades, efetuar escolhas e ter o tempo necessário para a construção de hipóteses e experimentações. Ambientes com atividades definidas pelos próprios alunos, para construir e reinventar, para receber e para responder desafios, para manifestar seu mundo interior. Um ambiente acolhedor que aceite as idéias e os erros e desafiador no sentido de provocar a aprendizagem. Precisamos aprender a conduzir os nossos alunos a realizar atividades baseadas em ações e pesquisas espontâneas, apresentando questões que gerem conflitos, problematize situações que tragam para a sala de aula meios para manter vivo o interesse e a atenção do aluno. Precisamos ser mais confiantes e acreditar que podemos fazer diferente sem deixar de lado os famosos \"conteúdos. Ë uma proposta que está ao avesso das práticas da maioria das escolas.

domingo, 3 de outubro de 2010

MUDANÇA DE POSTURA

Refletindo sobre o que aprendi durante o semestre, através das leituras das postagens, reconheço que foi um semestre com muitas atividades práticas pois todas as interdisciplinas das didáticas foram estudadas neste período. Foi um semestre bastante difícil porque as atividades em sua maioria eram práticas e eu trabalhava em setor, porém de muitas aprendizagens. Dentre as aprendizagens destaco como a mais significativa as desenvolvidas , na interdisciplina Escola, Cultura e Sociedade, onde percebi que avancei no modo como penso a educação e a sociedade.
O texto de Maurice Tardif, proporcionou uma reflexão sobre “O trabalho docente, a pedagogia e o ensino” trazendo aspectos que estão presentes nas interações humanas, tecnologias e dilemas que nos permitem analisar o trabalho em todas as atividades, enfatizando a diferença do trabalho docente.
Maurice Tardif aborda questões do cotidiano da sala de aula descrevendo o que os professores comprometidos com a educação fazem realmente, apresentando conceitos e comparações que comprovam que o trabalho do professor é diferente dos demais. Essa reflexão foi importante pois me alertou da importância de me atualizar sempre como também da importância do nosso trabalho para a transformação da sociedade.
Nas palavras de Durkheim “ A sociedade passa por transformações e cada etapa de seu desenvolvimento impõe um modelo de educação, ou seja, a escola está a serviço da sociedade. Sendo assim não podemos educar nossos filhos como fomos educados ou como queremos. São as gerações passadas, as idéias e interesses que determinam o modelo de educação de hoje”. ”.
A referida interdisciplina me levou ao melhor entendimento da educação como sendo um fato social e da importância da socialização dos indivíduos, na formação da consciência social humana
Hoje sou mais crítica, analiso os interesses que envolvem o ensino principalmente a definição de educação, como sendo uma constante busca pela perfeição. O sistema educativo brasileiro, do ponto de vista da organizacional e quantitativo, evoluiu muito nestas últimas décadas, porém quem pensa a educação continua não sendo quem está na sala de aula mas sim quem defende interesses da classe dominante.