domingo, 5 de junho de 2011

IMAGEM DO AUTOR DO BLOG

NOTÍCIA DO MUNICÍPIO

APROVADO PROGRAMA PARA DETECTAR DISLEXIA
A câmara de vereadores aprova programa de identificação e tratamento da dislexia nas escolas. Conforme a proposta, caberá às secretarias de Educação e Saúde a formulação de diretrizes para viabilizar a plena execução do programa com a criação de equipes multidiciplinares com profissionais das áreas de psicologia, fonoaudiologia e psicopedagogia.
O objetivo do programa é identificar o distúrbio precocemente e iniciar um atendimento especializado para que o aluno enfrente as dificuldades de aprendizagem da leitura e escrita que está relacionada evasão escolar ao fracasso pessoal.
Apresento um breve histórico do conceito de dislexia: as primeiras referências à dislexia, no âmbito da medicina, aparecem em 1896, por Morgan, descrevendo um caso clínico de um rapaz que, apesar de ser inteligente, tinha uma incapacidade quase absoluta em relação à linguagem escrita, que designou ”cegueira verbal”. A partir desta data muitos termos têm sido usados para designar esta perturbação:
“cegueira verbal congênita”, “dislexia congênita”, “alexia do desenvolvimento”, “dislexia constitucional”, “parte do contínuo das perturbações de linguagem, caracterizada por um défice no processamento verbal dos sons”.
Nos anos de 1960 - com a viragem para o nosso século, foram minimizados os aspectos biológicos da dislexia, atribuindo as dificuldades na leitura a problemas emocionais, afectivos e imaturidade.
A Federação Mundial de neurologia, em 1968 utilizou pela primeira vez o termo “dislexia do desenvolvimento”, definindo-a como um transtorno que se manifesta na aprendizagem da leitura, apesar das crianças serem ensinadas com métodos de ensino convencionais, terem inteligência normal e oportunidades socioculturais adequadas.
O Manual de Diagnóstico e Estatísticas de Doenças Mentais em 1994 (DSM-III), inclui a dislexia nas perturbações de aprendizagem, e utiliza a denominação de “Perturbações de Leitura e Escrita”, estabelecendo alguns critérios:
O rendimento na leitura/escrita, medido através de provas normalizadas, situa-se muito abaixo do nível esperado para a idade do sujeito, quociente de inteligência e escolaridade própria para a idade;

b) A perturbação interfere significativamente com o rendimento escolar, ou actividades da vida quotidiana que requerem aptidões de leitura/escrita;
Se existe um défice sensorial, as dificuldades são excessivas em relação às que lhe estariam habitualmente associadas.





“Quando me disseram que eu tinha dislexia, senti medo de ser rejeitada pelas outras pessoas, por ser diferente. Senti vergonha pelos professores me apontarem o dedo, senti-me sozinha por não ter ninguém igual a mim! Eu queria esquecer e pensar que aquilo era um sonho.
Actualmente, com catorze anos, sou muito feliz, não me sinto diferente porque consigo ultrapassar as minhas dificuldades do dia-a-dia. Sinto-me capaz de chegar onde os outros chegam.” ( Testemunho de Isabel Rapa, 14 anos, 2007)

IDENTIFICAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DA INSTITUIÇÃO EDUCATIVA

A E.E.E.F D. Pedro I, situa-se na Rua do Parque, 955, Bairro Lira, limitando-se geograficamente com o centro da Cidade. Atende em torno de 300 alunos, sendo dois destes, com necessidades especiais, do 1º ano à 5ª série do ensino fundamental. Recebe alunos dos bairros vizinhos, uma vez que muitos pais têm seu local de trabalho próximo da escola.
O seu quadro é formado por 15 professores, 5 funcionários
A escola não contempla em seu Projeto Político Pedagógico nenhum projeto voltado para alunos especiais. O espaço físico da escola não apresenta condições de acesso para os cadeirantes, embora tenha 2 alunas, e a sala de aula seja pequena dificultando a circulação de aluno com a necessidade especial referida.
Em relação ao contexto sócio-econômico, no qual a comunidade escolar está inserida, pode-se ressaltar que a maioria dos pais possui emprego, escolaridade média, acesso à cultura e são politizados.
Nesse sentido, a comunidade envolvida no contexto educativo vivenciado pela escola, tem como característica marcante a participação ativa, tanto nos eventos promovidos, como nas questões que marcam o cotidiano escolar.
A escola possui um pátio com espaço amplo, porém a área construída encontra-se em condições precárias, inclusive com salas de aula desativada há 3 anos e alunos sendo atendido em sala sem espaço suficiente.

Apesar de toda a situação em que se encontra a escola, há uma disposição do quadro docente com muita criatividade, vencendo as barreiras da precariedade de espaços e condições psicológicas, porém observa-se uma resistência por parte dos professores em atender os alunos com necessidades especiais em função da falta de discussão do assunto no espaço escolar.




IVONE LUZ

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

CONSIDERAÇÕES FINAIS SOBRE PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DO PORTFÓLIO DE APRENDIZAGENS

Ao final das atividades do Pead, analisando todas as atividades postadas e desenvolvida no blog considero esse espaço de extrema importância para acompanhar o processo de consolidação das aprendizagens durante o curso. O Portfólio permite a comparação de todos os trabalhos realizados auxiliando a desenvolver a capacidade de avaliar o próprio trabalho, refletindo sobre ele, melhorando-o e ao professor, traçar referencias de classe como um todo, a partir das análises individuais, como foco na evolução dos educandos ao longo do processo de aprendizagem;
A educação onde o portfólio é um dos instrumentos de avaliação das aprendizagens, desenvolve a autonomia do aluno onde este se torna sujeito ativo de sua aprendizagem, interagindo com os demais sujeitos do processo, desenvolvendo competências e habilidades construindo e reconstruindo conceitos.
O blog me possibilitou organizar minhas produções durante o curso e além de me fazer refletir sobre minhas aprendizagens, o que exige comprometimento. Também serviu de suporte para pesquisas durante meu estágio e também na construção de meu TCC. Vejo o uso o uso do blog, como espaço onde podemos organizar e buscar informações de forma autônoma, ou seja sem ajuda do professor.
O aluno que decide pelo ensino, modalidade a distância tem a oportunidade de desenvolver virtudes que nortearão sua vida pessoal e profissional, uma vez que estará habilitado a exercer sua autonomia em busca de suas realizações. Para isso os portfólios possibilitam a buscar das informações que precisamos e as vezes não temos.
Ao final do curso de Pedagogia, fico um tanto angustiada, pois me sinto sufocada sem espaço e condições para trabalhar de acordo com minhas concepções. Hoje sou exigente e crítica com as pessoas que me cercam e dentre o grupo temos pessoas que não tem nenhum comprometimento com a educação, param no tempo e sentem-se ameaçada quando queremos inovar para transformar e acabamos sendo discriminadas no grupo. Precisamos vencer mais essa barreira, pois afinal de contas temos um compromisso com o futuro de nossas crianças.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

SABERES X PRÁTICA

Ao concluir meu TCC, fiz uma leitura do TCC e dos registros das aprendizagens postadas em meu Blog com o objetivo de comparar o meu fazer pedagógico com os saberes construídos no curso. O resultado desta análise a sensação de derrota por perceber que o que acontece, na minha realidade é o avesso do que se espera de uma escola.
Dentre as postagens lidas destaco a de título ENSINAR AUTONOMIA Onde Adorno coloca a autonomia como a única força capaz de nos livrar da barbárie. E Kant nos chama a atenção quando fala que:Não é suficiente treinar as crianças; urge que aprendam a pensar. A nós educadores cabe a tarefa de desenvolver a autonomia de nossos alunos.
A Cada reflexão que fizemos sobre nossa prática mais nos conscientizamos da complexidade do fazer docente. A sociedade contemporânea, marcada pela complexidade, pelas relações sociais em rede e pela tecnologia da informação e da comunicação cada vez mais avançadas, nos faz refletir e ter a certeza que a função da escola mudou. A instituição de ensino bem como o professor deixa de ser a principal fonte de informação e passam a se preocupar com a formação integral dos indivíduos.
Penso que o desenvolvimento da autonomia de nossos alunos está relacionada ao respeito que precisamos ter com o tempo de nossos alunos, conhecendo a espistemologia genética , identificando os estádios de desenvolvimento de cada criança, reconhecendo-os como sujeitos totais para entender seus anseios, o seu processo de aprendizagem e proporcionar atividades significativas, pois acredito que uma das causas de indisciplina e desinteresse dos alunos seja fatores relacionados ao seu desenvolvimento, ou seja os tempos de ensinar e os tempos humanos. Sabemos sobre o que ensinar e como ensinar, sobre o processo de aprendizagem, porém sobre a formação dos educandos como sujeitos totais, como sujeitos cognitivos, éticos, culturais, afetivos sabemos muito pouco.
A formação esperada da escola apontam para a emancipação social e individual, disciplinando para formar homens felizes, para libertá-lo da tirania, da dependência dos problemas irracionais, desenvolvendo a solidariedade, a compreensão entre os seres humanos,.o respeito a ordem social , desenvolvendo a inteligência e difundindo a visão de mundo, promovendo ação com o propósito de provocar, colocando o pensamento do aluno em movimento e criando situações em que os interesses do aluno possam emergir e o aluno atuar. Dar condições para que o aluno tenha acesso a elementos novos, para possibilitar a elaboração de respostas aos problemas suscitados, para contradição entre sua representação e realidade e solicitar e acompanhar o percurso de construção. Selecionei esta postagem porque embora usando outras palavras essa é a escola que idealizei em meu TCC.
Comparando a escola sonhada com a realidade onde trabalho, uma escola estadual, percebo o avesso, onde contrariando o que propõe Projeto Político Pedagógico, onde sob a orientação de uma direção autoritária e professores em sua maioria omissos legitimam a prática de opressão, seja através dos recursos utilizado, seja para manter a ordem e a disciplina, aplicando penalidades a alunos e professores quando estes têm opinião diferente. A avaliação é puramente punitiva, na medida em que professores, sem experiência e com o apoio da direção consideram o aluno como uma página em branco e lhe atribuem zero, porque deixaram de fazer alguma atividade, justificando que precisam ser reprovados para mudar de atitude.
Sei que precisamos de argumento forte para promover mudanças, mas na realidade onde trabalho isto é muito difícil, uma vez que não existe diálogo e em nenhum momento durante o ano foi propiciado aos professores momentos para formação, reflexão, discussão de assuntos referente a aprendizagem dos alunos.
A gestão Democrática em algumas escolas, só tem o nome de democrática, e essa falta de comprometimento com o verdadeiro sentido da escola está contribuindo para o fracasso dos alunos e a falta de estímulo aos professores que ainda acreditam na educação como possibilidade de transformação.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

TEMA DE PESQUISA

Este semestre a primeira etapa foi a difícil tarefa de definir o tema de pesquisa para o TCC. Após isso chegou a hora de elaborar o esquema do trabalho. Depois que o esquema foi devolvido com as orientações da professora e tutora me pareceu que não seria tão trabalhoso. Mas consultar várias fontes e selecionar, desenvolver, formatar, analisar portfólios, realizar atividades de uma Eletiva, além das atividades do Seminário Integrador, foi muito trabalhoso e cansativo. Algumas vezes me senti incapaz, pensando que não daria conta. Agora que estou chegando ao final, o cansaço está tomando conta,parece que já não consigo pensar, as idéias não vêm, penso que ainda têm a banca e isso me angustia bastante. Foram tantas as reflexões para chegar ao foco da pesquisa que as vezes parece não estar muito claro.
Em meu TCC, o tema de minha pesquisa foi a Avaliação da Educação de Jovens e Adultos, porque embora esse tema tenha sido objeto de pesquisas, principalmente na área pedagógica pouco tem se refletido na prática de sala de aula. A avaliação ainda é um dos motivos do fracasso e do abandono desses alunos da escola. Espero que os resultados desta pesquisa sirvam de subsídio para que a prática pedagógica das escolas possam ser repensadas, adotando um sistema de avaliação que contemple todo o processo de ensino-aprendizagem, através da ação-reflexão, numa visão crítica, desafiadora e transformadora, propiciando a permanência do aluno e do professor, desenvolvendo habilidades de cada indivíduo.

REVISANDO O EIXO VIII

Dentre as postagens deste eixo quero destacar, a de Título Mais Uma Etapa Vencida, onde faço uma reflexão sobre as construídas junto com a turma de EJA no período de estágio.

Para desenvolver aprendizagens, Jovens e Adultos tomei como principal referência a pedagogia dialógica e problematizadora de Paulo Freire. Essa pedagogia propõe que haja uma participação ativa e dinâmica do aluno trabalhador na sala de aula. No estágio esta prática evidenciou que a experiência de vida é a base para a construção dos novos conhecimentos desses alunos jovens e adultos. O professor deve trazer temas de conhecimento e interesse dos alunos com o objetivo de promover debate na turma. Essa estratégia além de promover aprendizagens, proporciona a formação de redes de conhecimento científico e popular e a relação do saber do aluno com o saber científico.
Freire defende a ideia de que o aluno deve ser sempre muito curioso e que o professor deve aproveitar o máximo a curiosidade deste aluno:
As considerações ou reflexões até agora feitas vêm tendo desdobramentos de um primeiro saber inicialmente apontado como necessário a formação docente, numa perspectiva progressista. Saber que ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para a sua própria produção ou sua construção. Quando entro em uma sala de aula devo estar sempre aberto a indagações, à curiosidade, às perguntas dos alunos, às suas inibições; um ser crítico inquiridor, inquieto em face da tarefa que tenho – a de ensinar e não a de transferir conhecimento. (FREIRE, 1996, p. 47-48).


A educação popular de Freire diz que ensinar exige respeito aos Saberes dos educandos. Segundo ele:

Uma das tarefas essenciais da escola, como centro de produção sistemática de conhecimento, é trabalhar criticamente a inteligibilidade das coisas e dos fatos e sua comunicabilidade. É imprescindível, portanto, que a escola instigue constantemente a curiosidade do educando em vez de amaciá-lo ou domesticá-lo. É preciso mostrar ao educando que o uso ingênuo da curiosidade altera a sua capacidade de achar e obstaculizar a exatidão do achado. É preciso por outro lado e, sobretudo, que o educando vá assumindo o papel de sujeito da produção de sua inteligência do mundo e não apenas o de recebedor da que lhe seja transferida pelo professor. (FREIRE, 1996, p. 123-124).

Dentro dessa perspectiva, o trabalho com Projeto de Aprendizagem permite que o educando se torne autônomo no processo de construção de sua aprendizagem, porém o que percebo nas escolas ainda é a preocupação com o controle do aluno ( disciplina ), domesticando o aluno, criando obstáculo para que o sujeito assuma o papel de sujeito da produção de sua inteligência.

A Construção da Língua Escrita

Revisitando a postagem que aborda a Psicogênese da Escrita Emília Ferreira e Ana Teberosky, considerei importante destacar devido as importantes contribuições que trouxeram para à construção da escrita pela criança. É importante que o alfabetizador conheça os processos psicolinguísticos por que passa uma criança ao aprender a ler e escrever. O alfabetizador precisa compreender por que a criança está pensando daquela maneira, para fazer as intervenções e elaborar atividades para ajudá-la a avançar no processo de aquisição da língua escrita. O processo lingüístico por que passa o adulto é idêntico ao da criança. O professor precisa conhecer como se dá esse processo para fazer as intervenções necessárias. Durante o estágio me deparei com situações onde não me senti capacitada para fazer as intervenções necessárias. Na turma havia uma senhora com 52 anos que há 7 estava na mesma turma. Não consegui situá-la em estágios, pois talvez devido a baixa estima construa hipóteses diferentes para situações idênticas. Acompanhar o processo de alfabetização exige teoria e comprometimento do professor.

REVISANDO POSTAGEM, FRENET, O GRANDE EDUCADOR

Frenet, o Grande Educador


Esta postagem deve ser destacada diante dos resultados observados durante meu estágio com alunos de EJA. Frenete, propõe um planejamento baseado em "atividades escolares vivas" formada por um tripé que chamou Pedagogias do Bom Senso, do Trabalho e do Êxito, sempre considerando a criança o centro de sua própria educação. Durante meu estágio o foco foi a consideração aos alunos, valorizando seu conhecimentos, suas necessidades e interesses. Para isso precisei conquistar a confiança da turma e da escola. A escola priorizava os conteúdos previamente definidos onde o professor era o detentor do saber. Aos poucos fui trazendo “atividades vivas” como propõe o autor, com passeios a teatro, palestras, oficinas e ao final pude constatar que os alunos desenvolveram habilidades que antes não se julgavam capazes “palavras dos próprios alunos” ao refletirem sobre suas aprendizagens.

REVISITANDO EIXO VII

A postagem Prática Avaliativa no Contexto Escolar é uma reflexão que merece destaque em função de que trata de práticas de avaliação para medir o conhecimento do aluno ou avaliação mediadora que acompanha todo o processo de ensino e aprendizagem e que é razão de muitas pesquisas, mas que não se refletem na prática uma vez que as escolas em sua maioria não abrem espaço para discussão sobre o assunto e até os professores que buscam mudança acabam praticando avaliação classificatória. Essa prática foi percebida na escola onde realizei meu estágio com uma turma de EJA.
A escola com a intenção de avaliar acompanhando todo o processo de ensino e aprendizagem dos alunos através de registro de observações das aprendizagens, adotou uma prática ainda mais excludente onde através dos registros é determinado quais alunos estavam “prontos” para realizar uma prova e ser classificado para a totalidade seguinte. A avaliação adotada na escola destruía a confiança do aluno que além de se sentir fracassado, deixava de confiar na escola devido a falta de transparência e acabava abandonando a escola.
Esses conflitos se repetiam sempre que havia conselho de avanço. Isso me inquietou tanto que é tema de pesquisa em meu TCC

sábado, 27 de novembro de 2010

Revisando o Eixo VIII

Estive analisando minhas postagens do período de estágio. Dos meus registros destaco a mudança observada nos alunos devido as habilidades que desenvolveram ao longo do período e os conflitos observados.
Para desenvolver Projeto de Aprendizagem precisei romper várias barreiras o que prejudicou o andamento dos trabalhos, porém os resultados mostram que valeu a pena. Mostrou também a importância do PA que confirma que só os alunos podem definir o que realmente querem aprender. O professor mesmo com um bom diagnóstico não dá conta desta demanda.
O resultado do trabalho foi medido através da satisfação dos alunos assim como as frustrações diante de uma direção autoritária que interfere nas atividades pedagógicas desconsiderando o trabalho dos alunos.
Os vários conflitos observados no período de estágio, em alguns casos comprometeu o andamento das atividades devido ao fato dos alunos sentirem-se desrespeitados e sem espaço para defender-se. Muitos alunos de todas as totalidades abandonaram a escola.
Os conflitos foram apresentados como questão de investigação para o TCC.
No início do IX semestre precisei definir o foco para a questão a ser investigada em meu TCC que ficou assim definido: A avaliação e a permanência dos alunos na EJA: um desafio para os educadores.
Assim o meu TCC tomou forma onde mostra a problemática da aprendizagem, da avaliação e a permanência do aluno de EJA, devido a falta de comprometimento da sociedade como um todo por esses brasileiros que estão sendo excluídos mais uma vez.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

TEORIA E PRÁTICA

Como já mencionei nas reflexões anteriores desde o primeiro semestre o curso ofereceu condições importantes para uma tomada de decisão no sentido de qualificar nossa prática pedagógica, porém quero destacar o VII semestre como decisivo na proposta pedagógica e na escolha da modalidade de ensino em que fiz meu estágio.
As reflexões proporcionadas pela disciplina Didática e Planejamento reforçou a concepção que tinha com relação ao planejamento e mudou minha visão de avaliação. Estes são imprescindíveis para decidir que tipo de sociedade e de homem queremos formar e que tipo de ação educacional é necessária para isso. Devemos pensar o planejamento de ensino considerando: o contexto em que meu aluno está inserido; suas necessidades e interesses; quais são meus objetivos; que caminhos vou percorrer associados aos conteúdos para alcançar meus objetivos e como meus alunos estão reagindo a minha proposta de trabalho.
A prática pedagógica deve ser avaliada constantemente, analisando os resultados das ações realizadas, mantendo o que está dando certo e repensando, revendo as ações cujos resultados não estão de acordo com o esperado, buscando novas estratégias para alcançar os objetivos estabelecidos.
As leituras, discussões e pesquisas realizadas na Interdisciplina EJA aguçaram minha curiosidade que culminou com .a realização de estágio o que desencadeou o meu tema de investigação do TCC.
A Educação para jovens e adultos, hoje chamada EJA é uma categoria organizacional constante da estrutura da educação nacional, com finalidades e funções específicas. Ela representa uma dívida social não reparada para com os que não tiveram acesso e nem domínio da escrita e leitura como bens sociais, na escola ou fora dela, e tenham sido a força de trabalho empregada na constituição de riquezas e na elevação de obras públicas. Ser privado deste acesso é, de fato, a perda de um instrumento imprescindível para uma presença significativa na convivência social contemporânea.
Apesar da oferta desta modalidade de ensino ser oferecida à todos que a ela buscarem, a permanência destes alunos na escola vai depender da proposta pedagógica da escola que deve levar em consideração a exigências da escola EJA que é adequar os conteúdos às necessidades e realidades dos educandos e da qualificação dos docentes no sentido de promoverem ensino significativo para o aluno.
O primeiro desafio ao chegar na escola é enfrentar uma situação desconhecida, povoada pelas lembranças vividas na escola e pela expectativa do novo. As experiências escolares anteriores, em sua grande maioria, são desestimulantes e cheias de histórias de fracasso. Não é pequeno o número daqueles que se consideram de "cabeça dura" e que "não dão pro estudo", a partir da incorporação do fracasso. Justificam o abandono à escola a necessidade de trabalhar, distância da escola, ausência de escola no local ou ausência de professores. Afirmam também que a desconsideração dos pais pela educação contribuiu para o abandono da escola.
O professor precisa estar seguro e motivado para ajudar a vencer as dificuldades e medos de seus alunos no retorno à escola. Para isso a concepção freireana de homem e de mundo, remete, em sua essência, a uma postura pedagógica que concebe o homem como ser de vocação ontológica para ser sujeito, como um ser de relações atuando na realidade, já se antecipa que, para Paulo Freire, o processo de aprendizagem é dinâmico e ativo.
Ajudar meu aluno a vencer seus medos e mantê-lo motivado foi a meta almejada e avalio como alcançada através de trabalho com PA no meu período de estágio.
O trabalho com Projetos de Aprendizagem configura uma situação aberta, desestabilizadora, cujos caminhos e resultados não são pré-determinados e nem conhecidos de antemão pelos docentes. Nesta prática, os alunos, reunidos em pequenos grupos formados por interesses comuns em torno de um fenômeno que querem entender, levantam questões de investigação; buscam, organizam e comparam informações; elaboram e publicam seus achados, socializando tanto o processo desenvolvido, quanto os resultados alcançados, na medida em que o trabalho se desenvolve.
Além disso o Projeto de Aprendizagem resgata a auto-estima dos alunos que se descobrem capazes e isso abre caminho para novas conquistas.
As aprendizagens construídas neste semestre estão se refletindo em minha prática pedagógica.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Senso Crítico

No VI semestre todas as interdisciplinas foram de extrema importância para qualificar a nossa prática com ênfase no desenvolvimento do senso crítico. As leituras indicadas na Interdisciplina de Filosofia da Educação com textos de Adorno e Kant. Onde Adorno coloca a autonomia como a única força capaz de nos livrar da barbárie. E Kant nos chama a atenção quando fala que não é suficiente treinar as crianças; urge que aprendam a pensar. Cabe a nós educadores a tarefa de desenvolver a autonomia de nossos alunos.
As leituras me levaram a refletir sobre minha prática e me conscientizou da complexidade do fazer docente. A sociedade contemporânea, marcada pela complexidade, pelas relações sociais em rede e pela tecnologia da informação e da comunicação cada vez mais avançadas, nos faz refletir e ter a certeza que a função da escola mudou e nós educadores precisamos estar em constante formação.

As aulas de Psicologia foram bastante esclarecedoras.
Piaget a partir do estudo da construção do conhecimento estudou a gênese das estruturas cognitivas, explicando que a aprendizagem se constrói a partir da interação entre o sujeito e o meio através da assimilação e acomodação de ações. Explica também que para que haja estágios é necessário que a ordem de sucessão das aquisições seja constante, ou seja uma característica não aparecerá antes de outra.
A leitura do material recomendado sobre o método clínico piagetiano e as atividades realizadas com alunos me ajudou a entender o estádio de desenvolvimento de meus alunos e assim fazer as intervenções respeitando o tempo de cada um para ajudá-los em suas dificuldades de aprendizagem.
O semestre foi de muitas aprendizagens, porém a que deixou marcas mais profundas foi a interdisciplina Pessoas com Necessidades especiais, pois em muitas situações me deparei com situação envolvendo aluno, ficava angustiada sem saber o que fazer e essa disciplina deu norte a minha prática e me ensinou a buscar respostas para minhas dúvidas. As dificuldades continuam porque na rede estadual não temos recursos e nem apoio, mas hoje tenho consciência de meus deveres e dos direitos destes alunos.

domingo, 24 de outubro de 2010

GESTÃO ESCOLAR

O V semestre foi o semestre que trabalhou interdisciplinas voltadas para a organização, recursos e funcionamento das escolas. Como exercia na época a função de gestor de escola pude relacionar e avaliara as teorias estudas com minha prática o que me permitiu refletir e unir teoria e prática, prática e teoria, ambas caminhando juntas, enriquecendo o meu fazer diário, a experiência.
As aprendizagens estudadas em todas as disciplinas estavam relacionadas mas entre as postagens gostaria de destacar a de Título Gestor de Escola.
A nova lei de 1996, afirma o espaço escolar como social e cultural como também democrático efetivamente, onde o gestor de escola precisa buscar o equilíbrio entre as funções. Este precisa ter noções de sistema de ensino a fim de estabelecer as ligações necessárias com professores, comunidade assim como exigências próprias da rede de ensino. Deve ter a capacidade de relacionamento com públicos estratégicos, articulando diferentes partes da escola como também distribuir funções.
Frente a tantos desafios, o gestor necessita formar uma equipe a seu favor e a favor da aprendizagem dos alunos, principais atores destas ações. Neste contexto de mudança da escola como uma totalidade, observamos duas funções distintas das instituições: o conhecimento reflexivo e as relações humanas. A informação, na contemporaneidade, está acessível a todos através dos mais diversos tipos de fontes e cabe ao espaço escolar buscar a reflexão destes saberes bem como inseri-los em um contexto prático.
A equipe diretiva precisa estar afinada aos ideais de uma escola reflexiva, pois tem a função de gerir de forma participativa, cooperativa e educativa. Educativa é a equipe que adapta o conhecimento teórico para a prática de forma contextualizada, tendo a realidade enquanto problematizadora, vendo a si e os atores da gestão em diálogo e aprendizado contínuo. Age dentro de uma liderança compartilhada, percebendo a cultura organizacional enquanto elemento educativo e é gerido por todos, representado por um.

sábado, 16 de outubro de 2010

DESTAQUE DE APRENDIZAGENS

É muito bom refletir sobre o que aprendemos em um semestre, mas diante de tantas aprendizagens é difícil destacar as mais significativas pois todas as disciplinas trouxeram para discussão questões de grande relevância para que nós professores nos tornássemos mais críticas e conscientes. As políticas sociais do Estado propõe criar estratégias para racionalizar recursos e esvaziar o poder das instituições democráticas
Na política educacional, avançamos na luta por uma educação para todos, porém retrocedemos na medida em que o Estado passa de executor a apenas avaliador e indutor da qualidade através da avaliação externa. A gestão de democrática da lugar a gestão empresarial, tomando como parâmetro de qualidade o mercado.
A leitura do texto, de Émile Durkheim, me fez refletir e perceber que o homem, sociedade e a educação, caminham juntas, ou seja estão interligadas.
A sociedade passa por transformações e cada etapa de seu desenvolvimento impõe um modelo de educação, ou seja, a escola está a serviço da sociedade.
A educação está condicionada a existência de uma geração de adultos e uma de crianças e jovens, sendo que a ação deve ser exercida pelos adultos e esta educação varia de acordo com as classes sociais e com as regiões, a cidade e o campo, o rico e o pobre. A criança deve ser ensinada de acordo com a função que vai ocupar, ou seja, filho de agricultor deverá seguir a profissão dos pais, a escola determina o futuro de seu aluno.
Na teoria de Weberiana de educação, as formas de dominação são a Dominação legal, onde o quadro administrativo consiste de funcionários nomeados por um senhor e os subordinados são os membros da associação. Quem ordena obedece uma regra, uma lei determinada para aquela atividade profissional.
Esse tipo de dominação está presente em todas as escolas, onde atendemos ideologias impostas pelo estado e pela legislação que temos que respeitar.
Para vencer todas as formas de dominação a que as escolas estão submetidas acredito que a postagem Avaliação individual de Um Projeto de Aprendizagem e Prática Docente, tenham sido as mais significativas. A primeira por ser uma proposta inovadora que permite ao aluno a oportunidade de fazer escolhas e conduzir a construção de seu conhecimento de forma autônoma. Possibilita a vivência de experiências compartilhadas nas discussões e pesquisas em busca das respostas as "dúvidas temporárias" e "certezas provisórias", em uma rede de colaboração. É uma proposta que viabiliza o desenvolvimento do trabalho de acordo com o interesse do aluno para que construa sua aprendizagem a partir de seu interesse permitindo a desenvolver habilidades para a sua formação cidadã.
A postagem prática docente deve ser destacada em função da importância da consciência da missão do professor que requer vocação e muito amor e também responsabilidade.
Ser professor é saber ensinar, é criar condições que possibilite a sua própria construção, já que o professor aprende enquanto ensina, seja na pesquisa, na observação das reações do aluno para diagnosticar o que ele precisa ou quer aprender. O professor precisa estar aberto às indagações, a curiosidade, as perguntas e também precisa saber ouvir o que seu aluno tem a dizer. Precisa também estar atento as inquietações do aluno, procurando compreender e intervir, visando ajudá-los.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

REFLETINDO SOBRE AS APRENDIZAGENS DO IV SEMESTRE

Este semestre abordou muitas questões novas pra mim como a Informática na sala de aula e que contribuiu para mudança de minha prática pedagógica, mas gostaria de destacar duas postagens de meu portfólio que foram Solidariedade na Aprendizagem onde (PIAGET 1998, p 68) em seus estudos ele argumenta que, sem usufruir os benefícios do convívio social, o aluno não consegue desvendar ou compreender a ciência, ficando restrito a "uma acumulação de conhecimentos que o indivíduo sozinho seria incapaz de reunir".". Para que isto ocorra, no entanto, o sujeito precisa ter desenvolvido certas estruturas que permitem elaborar o que ele denomina de "solidariedade interna". Neste estágio, o aluno tem capacidade de criar suas próprias regras em conjunto com seu grupo, e exercer a cooperação intelectual. As condições indispensáveis para que isto ocorra são as mesmas que caracterizam um ambiente de aprendizagem colaborativa: ausência de hierarquia formal, um objetivo comum entre todos, respeito mútuo às diferenças individuais e liberdade para exposição de idéias e questionamentos. As afirmações de Piaget se confirmam em nossa prática pedagógica onde se percebe claramente que a dificuldade de relacionamento de alunos com colegas, alunos que apresentam dificuldade para trabalhar em grupo, de compartilhar material se reflete na aprendizagem do aluno. As relações afetivas com professores também são fatores importantes para o desenvolvimento intelectual e social do aluno.
A proposta de trabalhar com Projeto de Aprendizagem confirma os estudos de Piaget. O texto “Perguntas Inteligentes o que é isso” na Interdisciplina do Seminário Integrador, foi um texto que proporcionou uma reflexão profunda sobre o que perguntamos a nossos alunos e se as respostas que cobramos deles são as que eles têm curiosidade ou interesse em responder.
A partir do estudo realizado sobre o assunto tenho tentado trabalhar com PA mas existe uma resistência muito grande também dos alunos com relação ao novo. Eles acreditam que o professor é o detentor e transmissor do saber. Existe também uma resistência muito grande por parte dos gestores que estão presos aos conteúdos e fechados as inovações. Ainda acreditam que o aluno aprende é com o quadro-verde e giz e que a tecnologia é desnecessária.
Pela experiência de meu estágio e as leituras realizadas até o momento confirmam que o aluno aprende o que lhe interessa. Sendo assim o PA é uma proposta ideal, mas que exige uma mudança verdadeira de postura dos educadores e isso implicaria em buscar conhecimento de como nós aprendemos para propiciar ambientes abertos a nossas crianças, onde pudessem alimentar seus interesses e curiosidades, efetuar escolhas e ter o tempo necessário para a construção de hipóteses e experimentações. Ambientes com atividades definidas pelos próprios alunos, para construir e reinventar, para receber e para responder desafios, para manifestar seu mundo interior. Um ambiente acolhedor que aceite as idéias e os erros e desafiador no sentido de provocar a aprendizagem. Precisamos aprender a conduzir os nossos alunos a realizar atividades baseadas em ações e pesquisas espontâneas, apresentando questões que gerem conflitos, problematize situações que tragam para a sala de aula meios para manter vivo o interesse e a atenção do aluno. Precisamos ser mais confiantes e acreditar que podemos fazer diferente sem deixar de lado os famosos \"conteúdos. Ë uma proposta que está ao avesso das práticas da maioria das escolas.

domingo, 3 de outubro de 2010

MUDANÇA DE POSTURA

Refletindo sobre o que aprendi durante o semestre, através das leituras das postagens, reconheço que foi um semestre com muitas atividades práticas pois todas as interdisciplinas das didáticas foram estudadas neste período. Foi um semestre bastante difícil porque as atividades em sua maioria eram práticas e eu trabalhava em setor, porém de muitas aprendizagens. Dentre as aprendizagens destaco como a mais significativa as desenvolvidas , na interdisciplina Escola, Cultura e Sociedade, onde percebi que avancei no modo como penso a educação e a sociedade.
O texto de Maurice Tardif, proporcionou uma reflexão sobre “O trabalho docente, a pedagogia e o ensino” trazendo aspectos que estão presentes nas interações humanas, tecnologias e dilemas que nos permitem analisar o trabalho em todas as atividades, enfatizando a diferença do trabalho docente.
Maurice Tardif aborda questões do cotidiano da sala de aula descrevendo o que os professores comprometidos com a educação fazem realmente, apresentando conceitos e comparações que comprovam que o trabalho do professor é diferente dos demais. Essa reflexão foi importante pois me alertou da importância de me atualizar sempre como também da importância do nosso trabalho para a transformação da sociedade.
Nas palavras de Durkheim “ A sociedade passa por transformações e cada etapa de seu desenvolvimento impõe um modelo de educação, ou seja, a escola está a serviço da sociedade. Sendo assim não podemos educar nossos filhos como fomos educados ou como queremos. São as gerações passadas, as idéias e interesses que determinam o modelo de educação de hoje”. ”.
A referida interdisciplina me levou ao melhor entendimento da educação como sendo um fato social e da importância da socialização dos indivíduos, na formação da consciência social humana
Hoje sou mais crítica, analiso os interesses que envolvem o ensino principalmente a definição de educação, como sendo uma constante busca pela perfeição. O sistema educativo brasileiro, do ponto de vista da organizacional e quantitativo, evoluiu muito nestas últimas décadas, porém quem pensa a educação continua não sendo quem está na sala de aula mas sim quem defende interesses da classe dominante.

sábado, 25 de setembro de 2010

Aprendizagens Eixo III

Para realizar esta atividade li as postagens do portfólio de aprendizagens do Eixo III e posso dizer que o referido semestre foi repleto de aprendizagens significativas e que me levaram a refletir sobre as práticas pedagógicas desenvolvidas na escola onde trabalho. Dentre as postagens destaco uma reflexão sobre o teatro na escola, onde a partir da leitura de textos me reportei as minhas práticas e posso afirmar que no período em que estive em sala de aula fez-se Teatro, tanto na abordagem dramática, ou seja para aprendizagem de conteúdo como também para apresentação em eventos aberto a comunidade. Percebo que todas as pessoas que desejarem são capazes de atuar no palco.
Para isso devemos criar um ambiente que permita a aprendizagem e despertar, nos alunos o gosto pelo teatro e a vontade de aprender, que o indivíduo se permita aprender com o ambiente.
O aluno ator deve se apropriar da técnica intuitiva e desenvolver a espontaneidade, que irá gerar sensação de liberdade para criar, pensar e agir frente a realidade, em momento de expressão e de descobertas.
Foi um semestre que exigiu bastante reflexão e na interdisciplina EPPC aprofundei minha reflexão sobre os saberes e fazeres na escola e passei a ser mais crítica sobre a minha prática pedagógica.
Nossa prática deve avançar no sentido da formação continuada possibilitando a ponte entre a teoria e a prática discutindo questões como: a tomada de consciência do papel do professor para atender seu compromisso de atender a demanda de uma sociedade em rápida transformação que exige do professor um perfil criativo durante sua ação pedagógica, bem-humorado, capaz de tomar decisões, que avalia e reconstrói sua ação através da reflexão sobre o seu fazer.
Foi um semestre bastante difícil, com muitas interdisciplinas, todas com atividades práticas a serem realizadas com alunos e eu sem turma, mas apesar das dificuldades foi sem dúvida de muitas aprendizagens e a vontade de voltar para a sala de aula o que só foi possível neste ano.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Para realizar esta postagem procurei ler as postagens em meu portfólio de aprendizagens com o objetivo de refletir sobre minhas aprendizagens durante o curso.Como faço parte do segundo grupo (2007/01) já iniciei no Eixo II e as disciplinas do Eixo I foram sendo realizadas uma a cada semestre.
O inicio foi bastante difícil muitas habilidades a serem desenvolvidas sendo que o uso da tecnologia foi o grande desafio. Lembro que na segunda aula fomos para o laboratório de informática e como o uso da tecnologia não fazia parte de meu cotidiano dependia de outras pessoas para iniciar atividades básicas como acessar a internet. Precisei de muita força de vontade para continuar.
As minhas postagens no blog coletivo e a criação do meu primeiro Wiki foram realizadas graças a ajuda dos tutores de pólo.
Embora com muita dificuldade aos poucos fui aprendendo a realizar as atividades básicas para continuar no PEAD. Outro desafio foi organizar bem meu tempo, estabelecendo prioridades, tendo que me tornar autônoma para buscar as aprendizagens necessárias para minha realização profissional e pessoal.

A proposta do curso me levou a refletir sobre o aluno que decide pelo ensino, onde conclui que a modalidade a distância tem a oportunidade de desenvolver virtudes que nortearão sua vida pessoal e profissional, uma vez que estará habilitado a exercer sua autonomia em busca de suas realizações. É um aluno que deve estar determinado a se estruturar, organizar e envolver-se na sua aprendizagem, exercendo autonomia necessária para construir sua aprendizagem de forma compartilhada.
As primeiras postagens em meu portfólio foram pouco significativas a título de formação profissional, porém para aprender a fazer uso da tecnologia foi de extrema importância. A cada semestre fui percebendo a importância das postagens das aprendizagens e hoje quando fui buscar os registros do inicio do curso mais uma vez se confirmou a importância dos registros no portfólio das aprendizagens.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Mais uma etapa vencida

MINHA TURMA DE ESTÁGIO







O período em que estive em sala de aula com a turma de EJA foi uma lição de vida que jamais esquecerei. É imensurável o conhecimento dessas pessoas construídos ao longo de suas vidas, apesar das dificuldades. São exemplos de superação. Mães de família, operárias, que para poder continuar estudando, fazem serão no final de semana, sendo que em alguns casos trabalham 24 h sem descansar.
Neste período, observei mudanças significativas. Desenvolveram Habilidades como: argumentar em defesa de suas idéias; trabalhar em equipe, aceitar a opinião dos colegas, acreditar em sua capacidade, desenvolver as atividades propostas sem medo de errar, aprender na troca com colegas e professores. O trabalho com PA foi um desafio que produziu bons resultados. No inicio foi difícil entenderem a proposta de trabalho. Dentre as perguntas trazidas pelos alunos, e que eles esperavam que a professora respondesse todas, questionei a importância de uma resposta pronta e uma construída através de pesquisa. Após discussão sobre a proposta do trabalho com PA, foram selecionadas quatro perguntas por votação, do total de 21 perguntas, e assim formaram-se quatro grupos de acordo com o interesse dos alunos. Os temas selecionados foram: O que faço para ser feliz; Porque devemos viver em sociedade; O que são plantas venenosas e o que é gás carbônico e se esse gás faz mal ao homem e a natureza. Essas perguntas foram refinadas. Os grupos aos poucos foram entendendo a proposta que foi sendo explicada por etapas em dias diferentes. Definiram as certezas provisórias e as dúvidas. Com as certezas e as dúvidas bem claras, o próximo passo era buscar as respostas e mais um momento de conflitos. Queriam saber onde encontrariam informação sobre o que buscavam. Então foram para o laboratório de informática fazer a primeira pesquisa escolar de suas vidas. A cada informação que encontravam sobre o assunto se percebia a realização em suas expressões. Alguns alunos buscaram material na biblioteca da escola, outros na vizinhança. Com todo o material em mão a próxima etapa foi sintetizar as aprendizagens e mais uma vez os resultados forma surpreendentes. O grupo do gás carbônico solicitou a ajuda de uma bióloga, professora da escola que veio falar com a turma sobre o assunto na sala de aula.
Os grupos criaram o seu mapa conceitual e a qualidade do trabalho de cada grupo foi muito bom. Os grupos em sua maioria não quiseram fazer intervalo e ficaram em sala de aula trabalhando com o projeto. O resultado do trabalho foi medido através da alegria estampada no rosto de cada um, alguns comentaram que não sabiam que eram capazes de realizar um trabalho tão bonito! Nesta terça–feira a turma apresentou o resultado das aprendizagens aos colegas e havia sido combinado com a coordenação pedagógica que depois do intervalo seria realizado Workshop onde cada grupo iria socializar as aprendizagens os demais alunos da escola, o que não ocorreu porque a direção se desorganizou devido a um conflito ocorrido no recreio e suspendeu a hora cívica e a apresentação dos trabalhos.
Fiquei muito triste porque assim como foi difícil realizar um trabalho diferenciado devido às condições apresentadas pela escola, o meu trabalho e dos alunos não foi considerado. A direção justificou que o trabalho poderia ser apresentado em um outro momento com a professora titular, como se isso não fizesse a menor diferença. A condição de estagiária dentro de uma escola é cheia de entraves. Apesar das dificuldades o meu trabalho foi bastante reconhecido pelos alunos e coordenação pedagógica. Na segunda-feira eles organizaram uma confraternização. Cada um trouxe um prato e justificaram que esta era uma forma carinhosa de dizer o quanto foi bom o período em que estivemos juntos. No encerramento, apresentei um vídeo com o registro das fotos das atividades realizadas. Entreguei a cada um uma cópia do vídeo como recordação. Foram momentos de muita emoção.